A gente vive batendo na tecla de que, no rock, o segundo disco é sempre a prova de fogo. O primeiro é a faísca, a novidade. O segundo, ah, o segundo é onde a chapa esquenta de verdade, onde a banda mostra se veio pra ficar ou se é só mais um com um hit na boca. E, como bem lembra a turma da American Songwriter, algumas lendas provaram que o auge, às vezes, chega na segunda tentativa.
O Segundo Ato Que Calou a Boca do Mundo
Pega o Alice in Chains, por exemplo. O “Facelift” foi bom, mas “Dirt” (1992)? Ali o Layne Staley e companhia mostraram ao mundo que não eram só mais uma banda de Seattle. Eram A banda, com aquela melancolia pesada e riffs que te gruda na alma. “Dirt” não só provou o que eles podiam fazer, como solidificou o som e a atmosfera que os tornaram ícones.
E não é só o Alice, não. A história do rock está cheia de segundas chances que viraram obras-primas. É a consagração, o momento em que a timidez do debut some e a banda entende que não tem mais nada a perder. Ou melhor, tem tudo a ganhar. É quando a gente para de torcer e começa a aplaudir de pé.
Mosh Pit para Taylor Swift? O Offspring Tenta a Sorte
Falando em coisas inusitadas, o Offspring, essa banda que não tem medo de nada — absolutamente nada —, decidiu quebrar a internet. Eles pegaram “Love Story” da Taylor Swift e fizeram o que? Um cover. Mas não um cover qualquer. A Rolling Stone já está se perguntando se essa versão vai ser a responsável por quebrar recordes de mosh pit.
Olha, eu não sei o que esperar de um mosh pit pra Taylor Swift, mas se tem uma banda capaz de transformar um romance adolescente em uma porradaria generalizada, essa banda é o Offspring. É o tipo de coisa que você não pede, mas que, no fundo, a gente precisava. É o caos controlado, e talvez o mundo precise de um pouco mais disso. A ideia é tão absurda que chega a ser genial.
Weezer e a Violência Auditiva do “Gold Album”
E se o Offspring quer bagunçar a pista, o Weezer quer bagunçar a cabeça. Rivers Cuomo e sua trupe, que já nos deram de tudo um pouco, estão com um LP novo, o “Gold Album”, que eles prometem ser “violento”. “Less Talk, More Rock”, como o próprio Cuomo disse em entrevista à Rolling Stone.
Depois de tantos anos, tantos álbuns e algumas experimentações que a gente prefere esquecer (não é, “Raditude”?), o Weezer parece estar voltando para a pancadaria. É um respiro, uma promessa de que ainda dá pra surpreender. E, convenhamos, “violento” vindo do Weezer é quase um convite para o caos. E quem somos nós para recusar?
É isso. Enquanto alguns buscam a consagração no segundo álbum, outros tentam redefinir o que é um mosh pit, e alguns veteranos ainda entregam “violência” musical. O rock, meus amigos, continua sendo essa bagunça linda que a gente não troca por nada.