A gente vive num eterno revival, né? O rock, mais que qualquer outro gênero, é mestre em se reinventar enquanto busca as raízes – ou simplesmente ignora as regras. Esta semana, tivemos um pouco de tudo: rebeldia programada, rebeldia patética e umas boas doses de nostalgia que só comprovam que o passado, às vezes, é só uma versão melhor do presente.
Metallica: A Rebeldia que Ninguém Esperava (mas Amou)
Lembra quando o Metallica era sinônimo de polêmica? Pois bem, eles provaram que ainda têm um pingo de anarquia no sangue, mesmo que seja por uns segundos. No último domingo (28), em Cardiff, País de Gales, o Principality Stadium tem uma regra curiosa: a música “Delilah”, de Tom Jones, está banida. O motivo? Suas referências (bem sutis, diga-se de passagem) à violência doméstica levaram a um decreto em 2023 conforme NME.
E o que fez o Metallica? Durante o tradicional “momento livre” de Kirk Hammett e Robert Trujillo, eles meteram um trecho de “Delilah”. É o tipo de coisa que faz a gente pensar: “Porra, Metallica, ainda dá pra confiar!”. Não foi um ato de desobediência civil que mudaria o mundo, claro, mas foi um leve levantar de dedo do meio para a burocracia, e isso, no rock, já vale ouro. A Roadie Crew registrou a afronta musical.
Ainda falando em Metallica, um baterista brasileiro, Marcelo Seghese, ganhou um concurso da banda usando uma tábua de lavar e uma galinha de borracha segundo o TMDQA!. Se isso não é a prova de que o rock é para todos, não sei o que é.
Morrissey: O Artista que Nunca Entendeu o Próprio Legado
Enquanto o Metallica tem seus momentos de glória, Morrissey continua sendo uma força da natureza… mas uma força auto-destrutiva. O camarada resolveu vender merch dos Smiths, mas com o nome dele no lugar da banda reporta o Consequence of Sound.
É de doer. Imagina a capa de Meat Is Murder ou The Queen Is Dead com “Morrissey” estampado em letras garrafais. É como se ele estivesse dizendo: “Olha, essa banda que vocês amam, quem importa sou eu, ok?”. Um exemplo clássico de como alguns artistas simplesmente não conseguem (ou não querem) entender o que fez deles relevantes. O ego, esse bicho traiçoeiro, sempre acha um jeito de estragar a festa.
Black Sabbath: Subestimados? Sério?
E já que estamos falando de legado, o TMDQA! trouxe uma lista das 10 músicas mais subestimadas do Black Sabbath segundo os fãs confira aqui. “Subestimado” e “Black Sabbath” na mesma frase já me dá um nó na garganta. É tipo dizer que a água molha, mas ninguém se deu conta. A banda inventou o heavy metal. Se tem algo que não é subestimado, é o impacto deles. Mas, ei, discussões de fãs são a melhor parte, né?
No fim das contas, o rock segue em frente, com seus heróis desafiando proibições (mesmo que por dois acordes), seus vilões se autoflagelando em público e a eterna busca por algo “novo” em meio ao que já foi feito. E a gente, cá entre nós, adora cada minuto.